Córdoba 0351 156 147828 - C.A.B.A. 011 153 2791410 - mad.miguelduarte@gmail.com

21.4.14

"As Palavras São Noivas que Esperam: dez reflexões a compartilhar". Raúl Leis R.

"As Palavras São Noivas que Esperam: dez reflexões a compartilhar." 
Raúl Leis R.

"Em volta da estrela, em uma bandeira nova, deixemos esta fórmula de amor
triunfante: com todos e para o bem de todos. É o meu sonho, o sonho de
todos: as palavras são noivas que esperam; haveremos de erguer a justiça tão
alto quanto as palmeiras." José Martí, 26 de novembro, 1881.
 


"O povo Kuna mantém viva sua tradição por meio de narrações cantadas pelos Sailas –dirigentes escolhidos e também destituídos pelo povo– enquanto se balançam em suas redes na penumbra do centro de Onmaked Nego, a Casa do Congresso. Os Sailas cantam palavras profundas.   Eles dizem:
– Primeiro, vamos analisar as coisas – e relatam suas histórias sobre a vida. Uma delas é sobre o homem chamado Duiren. Foi em um tempo em que os kunas passaram por cruel dominação; o povo sofria muito e não tinha capacidade, naquele momento, para se libertar da vida terrível que suportava.
Perseguido por essa situação, um ancião fugiu da aldeia com sua mulher e uma neta.
Foram para bem longe, até encontrar a nascente de um grande rio e ali construíram sua cabana. A neta tornou-se mulher e teve uma criança, cujo pai era filho das estrelas. Chamaram-no Duiren.
Os anos se passaram. Duiren cresceu e se tornou um jovem ágil e forte. Um dia, de repente, Duiren fez uma pergunta muito importante:
– Vovô, somos somente quatro pessoas? Não existem mais pessoas no mundo? O que há além de nós, vovô? Há mais alguma coisa além?
– Não há ninguém além de nós, querido menino! Ninguém mais!
– Vovôzinho, tantas montanhas, tanto rio, tantas colinas, tanta terra, tanto céu... só para nós quatro?
– Não há mais ninguém, eu digo – tremia a voz do avô – e o menino ficava em silêncio vendo os passarinhos voarem em círculos, aproveitando o vento para subir, subir, subir.
Semanas se passavam e o garoto insistia;
– Vovôzinho, somos nós quatro, somente?
E o avô também insistia, pois havia guardado cuidadosamente os episódios de horror que atormentara seu povo.
– Sim, Duiren, somos só nós quatro.
Mas Duiren voltava uma e outra vez à carga.
– Então, por que tantas árvores que nem podemos contar? Tantas estrelas! Tantos pássaros? Tantos peixes? Tantos caranguejos? Não há mais gente além de nós, vovozinho? Por que os riachos cantam e alimentam tantos rios? E tantos beijaflores?
E tantos vagalumes iluminam a noite e o arco-íris tem tantas cores?
 
Um dia, o avô não resistiu mais e lhe disse com voz emocionada:
– Meu pequeno... sim, existe muita gente, não somos somente nós.
– E por que não vamos até lá? Por que não vamos conhecê-los, vovô?
– Não! Não podemos ir porque morreríamos! Morreríamos todos!
– E por quê? Por que morreríamos?
O avô contou-lhe, lentamente e com riqueza de detalhes, tudo o que haviam deixado para trás. Duiren se entristeceu e, com seus olhos cheios de lágrimas, subiu a montanha e pediu para ficar só. Vários dias depois, desceu pintado com as tintas coloridas das árvores, demonstrando assim a decisão que havia tomado.
Os Sailas contam que ele se aproximou de sua gente e os incentivou e os conduziu na grande luta que culminou com a libertação do povo.
Dizem que, antes de Duiren, os antepassados não sabiam chorar.
Mas esse grande líder não somente os ensinou a se defenderem, mas também a sentir dor e a chorar, porque ele próprio sentia como ninguém a dor humana e vibrava com a vida pulsando na natureza que o rodeava.

As perguntas que Duiren fez – Somos somente nós? O que há além? – foram fundamentais para a revelação de uma realidade que o comprometeu de modo vital com as necessidades e as tribulações que sua gente atravessava (gente que ele não conhecia).
Não permaneceu ele na tranqüilidade em que vivia, mas atirou sua vida pelos seus e com os seus.
Aquele difícil porvir converteu-se, depois de imensa luta, em liberdade e tranqüilidade.
 
– Somos somente nós? O que há além? – pergunta Duiren, e essas interrogações têm hoje um eco impressionante para nós.
O que acontece com esta parte do mundo, esta “Nossa América” como proclamou José Martí? O que temos sido? O que somos? O que queremos ser? São perguntas fundamentais que podemos agregar à lista.
Existe um futuro sem sonhos? O que faríamos sem horizontes, sem auroras ou entardeceres? O que há além da linha onde se juntam o mar e o céu, cordilheira e firmamento? Os limites de nossas realidades são imutáveis? Podem ou devem existir formas superiores de convivência social?

As utopias são um desafio essencial. A ordem atual quer enterrar a utopia usando golpes de mercado e ofensivas neoliberais A utopia não é a distração, nem a fantasia, nem os espelhismos nos quais se embrenharam os socialistas utópicos; ao contrário, a utopia é concreta, factível e historicamente viável, geradora de ações possíveis e, ao mesmo tempo, janela aberta de par em par a novas utopias.
As utopias são a negação da negação, pois criticam o sombrio, negando o negativo da realidade; descobrem a realidade como processo dinâmico e contraditório, porém sempre em andamento.
As utopias, neste contexto projetam capacidade transformadora e se comprometem com o “transformar o mundo e mudar a vida”, que proclamava André Bretón.

A humanidade sempre construiu utopias e abrigou a idéia da existência de mundos melhores e perfectíveis. Se nos voltarmos para trás na história da humanidade, encontraremos os textos sumérios em que se apresenta uma Época de Ouro, na qual não existiam “víboras, escorpiões nem hienas”; passando pela tradição milenar das civilizações americanas que falam de espaços diferentes como o Paititi, a Cidade Dupla dos Incas; incluindo as tradições ético-utópicas como o Êxodo, a Torre de Babel, a Terra Prometida, o Reino de Deus, a Cidade de Deus agostiniana, o Terceiro Reino de Joaquim de Fiore. No Ocidente, a literatura das utopias se inicia com Platão e Hipodamo, o planejador de cidades, e é impossível deixar de mencionar a Cidade do Sol, de Campanella, a Nova Atlântida, de Bacon, a Abadia de Thelema, de Rabelais, até as utopias modernas, como Freeland, de Hertzka e o Admirável Mundo Novo, de Huxley. O livro Utopia, de Tomás Morus, foi um texto determinante para os professores Stanley Jevons e Athur Morgan (Berneri , 1993). Morus tomou conhecimento da civilização Inca graças aos relatos de Vasco Núnes de Balboa sobre o “descobrimento do mar do sul”, apresentados à Corte da Espanha, em 1514, e que, poucos meses depois, algum viajante levara à Antuérpia, na Bélgica, o que lhe serviu para escrever em latim, em 1515, a Utopia. Quer dizer, há quase cinco séculos, Morus tomou o relato da vida dos Incas e elaborou um dos grandes textos da história da humanidade! Quão distantes e próximas estão as utopias!"

[...]

FUENTE: Educação Popular na América Latina: diálogos e perspectivas. Pedro Pontual, Timothy Ireland (organizadores). Brasília, Ministério da Educação. UNESCO, 2006. Edição Eletrônica. ISBN 85-98171-54-9. 264 p. (Coleção Educação para Todos ; v. 4). Pp. 63-75.

19.4.14

Las mujeres deben liderar el camino al futuro!

Estoy convencido y lo sostengo desde unos cuantos años atrás: los tiempos que vienen, serán tiempos de liderazgos de mujeres, en el campo de la política, de la sociedad, de la cultura, de las empresas.

No se trata solo de sensibilidad, se trata de decisión, empuje, pensamiento crítico y focalización en objetivos estratégicos.

Para mujeres y hombres van estas palabras de Bertolt Brecht, para no bajar los brazos:

"Hay hombres que luchan un día y son buenos. / Hay hombres que luchan un año y son mejores. / Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos. / Pero los hay que luchan toda la vida, esos son imprescindibles" !!!

Sheryl Sandberg: ¿Por qué tenemos tan pocas mujeres dirigentes? - TEDTalks




17.4.14

Hasta siempre Gabriel García Márquez, maestro de la humanidad!

Hasta siempre Gabriel García Márquez, maestro de la humanidad!

¡ La dejé escrita en libros que escribí y la repetí tantas veces en distintos ámbitos ! Con sus palabras pude dar sentido y fortalecer la praxis política o la praxis educativa ahí donde me tocara actuar, trabajar y reflexionar.

Toda su obra es trascendente, Macondo es también un lugar que vive en nuestro imaginario gracias a la obra de Gabo García Márquez, él siempre estuvo y va a estar presente.

Y yo, seguro, como hoy en su homenaje, voy a seguir usando estos párrafos, porque estoy convencido que si todos ponemos el corazón, esto algún día será realidad ...

"Nos sentimos con el derecho de creer que todavía no es demasiado tarde para emprender la creación de una utopía contraria, una nueva y arrasadora utopía de la vida, donde nadie pueda decidir por otro hasta la forma de morir, donde de verdad sea posible el amor, y donde las estirpes condenadas a cien años de soledad, tengan por fin y para siempre una nueva oportunidad" Cien años de Soledad

12.4.14

"Líderes y Emprendedoras" taller de Oratoria y Persuasión

"Líderes y Emprendedoras"
taller de Oratoria y Persuasión

 

Orientado exclusivamente a mujeres!

Mujeres emprendedoras, deportistas, profesionales, dirigentes, empresarias, estudiantes, funcionarias públicas, a todas las mujeres con inquietudes!

 

Dirige: Lic. Miguel Duarte

Lugar: Cava de CAFETO -Caseros 88, casi esquina Ob. Trejo, zona Manzana Jesuítica- Ciudad de Córdoba.

Fechas: Los días Jueves 8, 15, 22 y 29 de mayo de 2014

Horario: 17:00 a 19:00 horas.

Cupos limitados.

Costo: $ 400 (cuatrocientos pesos)

Información:
www.md-miguelduarte.com
mad.miguelduarte@gmail.com
(0351) 156147828

9.4.14

Maquiavelo, Moro, Rousseau.

Nicolás MAQUIAVELO (1469 - 1527)

"Maquiavelo es el único pensador político cuyo nombre ha entrado en el uso común para designar un tipo de política que existe y que seguirá existiendo cualquiera que sea su influencia, una política guiada exclusivamente por consideraciones de conveniencia, que emplea todos los medios, justos o injustos, el acero o el veneno, para alcanzar sus fines -siendo su fin el engrandecimiento de la propia patria-, pero también poniendo la patria al servicio del engrandecimiento del político o el estadista, o del propio partido". (STRAUSS, 1996: 286-287)

Dice george SABINE: "La indiferencia de Maquiavelo por la moralidad ha sido presentada a veces como ejemplo de imparcialidad científica, pero tal juicio parece excesivo. Maquiavelo no era imparcial; lo que ocurría era es que no le interesaba sino un fin, el poder político, y era indiferente a todos lso demás. Nunca duda en pronucniar juicios severos respecto a los estadistas que permiten que sus estados se debiliten. Además, no puede calificársele de científico en sentido propio, aunque su juicio se formaba empíricamente, por la observación de los gobernantes que había conocido o por el estudio de los ejemplos históricos. Pero su empirismo era de sentido común o de astuta previsión práctica y no un empirismo inductivo dominado por el deseo de comprobar teorías o principios generales". (SABINE, 1982: 256)

Tomas MORO (1478 - 1535)

El 7 de febrero de 1478 "Nace en Londres Thomas More, hijo de John More, mayordomo de Lincoln's Inn y más tarde nombrado caballero y juez de la curia real". (MORO, 1984: 11)

"A medida que avanzaba el siglo XVI, en Inglaterra como en el resto de Europa los problemas políticos derivados de la Reforma protestante fueron eclipsando a todas las demás consideraciones. Las ambiciones políticas de las diversas iglesias oscurecían y ocultaban la importante dislocación económica que acompañó a la iniciación del comercio moderno y la destrucción de la economía anterior. El estrato del pensamiento antiguo  puede buscarse en alguna obra anterior a la Reforma tal como la sátira política de Tomás Moro, titulada Utopía. Aunque sigue exitosamente el modelo de la República platónica, la Utopía expresaba en realidad el disgusto de su autor hacia una sociedad adquisitiva en la que estaba resultando buena moral "comprar reses flacas y baratas en otros lugares" y "revenderlas a precio alto". La sátira sigue un plan que podría servir para cualquier periodo de desajuste económico: el crimen se está difundiendo de modo alarmante y encuentra un salvajismo correspondiente en el derecho penal, pero la severidad no sirve de nada porque el delito es el único medio de vida que le queda a un gran número de personas. "¿Yqué otra cosa se hace sino crear los ladrones y castigarlos luego?" Hombres reclutados para el servicio de las armas son arrojados, una vez pasada la guerra, sobre la comunidad, sin posibilidad de que la industria los absorba". (SABINE, 1982: 322-323)


Jean-Jacques ROUSSEAU (1712 - 1778)

Dice Allan BLOOM: "Rousseau comienza el Contrato Social con las célebres palabras: "El hombre nació libre y por doquier está en cadenas [...]. ¿Cómo sucedió este cambio? No lo sé. ¿Qué puede legitimarlo? Creo que puedo resolver este problema". Con esta declaración, plantea el problema político en su forma más radical, y al mismo tiempo sugiere el principio revolucionario de que casi todos los regímenes existentes son legítimos. La sociedad civil encadena al hombre y lo hace esclavo de la ley o de otros hombres mientras que, siendo hombre, nació para la libertad, con el derecho de hacer lo que deseara. Lo que es más, la sociedad civil, como hoy está constituida, no tiene derecho a la adhesión moral de sus súbditos; es injusta". (STRAUSS, 1996: 529)

Dice George SABINE: "Los doce años transcurridos entre 1744 y 1756, que pasó en París, le asociaron íntimamente con el c´riculo que escribió la Enciclopedia, pero sólo produjeron en ambas partes la convicción de que allí Rousseau estaba fuera de lugar. esta oposición, y en realidad todo lo que sobre filosofía y política escribió Rousseau, deriva indirectamente de su personalidad compleja y desgraciada. Sus Confesiones dan un cuadro muy claro muy claro de una personalidad profundamente dividida en la que jugaron un papel importante morbosidades sexuales y religiosas. "Mis gustos y pensamientos -dice- parecían fluctuar siempre entre lo noble y lo vil". Sus relaciones con mujeres, tanto las reales como las imaginarias, presentan una sensualidad violenta que no consigue la satisfacción animal ni una efectiva sublimación, sino que desemboca en un torrente de fantasía sentimental y actitudes instrospectivas. La disciplina, intelectual o moral, característica del calvinismo en sus formas más vitales, no existió nunca para él. Pero le atormentaban una conciencia putitana, un profundo sentido del pecado y el miedo a la condenación eterna". (SABINE, 1982: 423)

11.3.14

Citas sobre Estrategias de Mercadotecnia

Principios de la guerra de mercadotecnia a la defensiva:

1. Sólo el líder del mercado puede considerar esta táctica.
2. La mejor estrategia defensiva es la capacidad de autoataque.
3. Siempre se debe bloquear los movimientos de los competidores fuertes.

Principios de la guerra de mercadotecnia a la ofensiva:

1. La primera consideración es la fuerza de la posición del líder.
2. Encontrar la debilidad en la fuerza del líder y golpear ahí.
3. Lanzar el ataque en un frente tan estrecho como sea posible.

Principios de la guerra de mercadotecnia de flanqueo:

1. Un buen movimiento de flanqueo es hacia adentro de un área no disputada.
2. La sorpresa es un importante elemento del plan.
3. La persecusión es tan fundamental como el mismo ataque.

Principios de la guerrilla mercadotécnica:

1. Localizar una sección del mercado lo bastante pequeña para poder defenderla.
2. No importa cuánto éxito se logre; nunca actuar como líder.
3. Estar preparado para retirarse en el momento que se le avise. 

"La guerra pertenece a la provincia de la competencia en los negocios, la cual es también un conflicto de intereses y actividades humanas". Karl von Clausewitz (p.1)

"Mantener las fuerzas concentradas en una masa avasalladora. La idea fundamental es que siempre debe poder lanzarse a, por encima de cualquier razón, y para poder llegar tan lejos donde sea posible". Karl von Clausewitz (p.9)

"El mayor número posible de tropas debe entrar en acción en el punto decisivo" Karl von Clausewitz (p.23)

"La forma defensiva de la guerra es en sí más fuerte que la ofensiva". Karl von Clausewitz (p.32)

"Algunos estadistas y generales tratan de evitar la batalla decisiva. La historia se ha encargado de destruir esta ilusión". 
Karl von Clausewitz (p.37)

"Por la forma de la posición de nuestro adversario es que podemos sacar conclusiones en cuanto a sus proyectos y, por ende, actuar de acuerdo con ellos". Karl von Clausewitz (p.41)

"El primero, el supremo, el acto de reflexión más trascendente que el estadista y el comandante tienen que hacer es establecer la clase de guerra en la que se han embarcado, sin confundirla, sin tratar de convertirla en algo ajeno a su naturaleza". Karl von Clausewitz (p.47)

"El estadista que, viendo que la guerra es inevitable, vacila en atacar primero, es culpable de un crimen contra su país". Karl von Clausewitz (p.53)

"Donde la superioridad absoluta no es alcanzable, hay que producir una relativa en el punto decisivo, aprovechando en forma eficaz lo que se tiene". Karl von Clausewitz (p.65)

"La persecución es un segundo acto de la victoria, en muchos casos más importante que el primero". Karl von Clausewitz (p.81)

"El enemigo avanza, nosotros retrocedemos. El enemigo acampa, nosotros merodeamos. El enemigo se cansa, nosotros atacamos. El enemigo retrocede, nosotros acosamos". Mao Tse.Tung (p.99)

"Los ejemplos históricos proporcionan la mejor clase de prueba a las ciencias empíricas. Esto es particularmente cierto con el arte de la guerra". Karl von Clausewitz (p.115)

"Muchos consideran que los esfuerzos a medias pueden ser efectivos. Es más fácil dar un salto pequeño que uno grande, pero nadie que desee cruzar una zanja ancha cruzaría la mitad de ella primero". Karl von Clausewitz (p.135)

"No hemos sabido de generales que lleven a cabo sus conquistas sin derramameinto de sangre. Si una matanza encarnizada es una escena horrible, luego es tiempo de tener más respeto por la guerra". Karl von Clausewitz (p.153)

"En cuestiones como la guerra, los errores originados por un espíritu de benevolencia son siempre los peores". Karl von Clausewitz (p.165)

"Incurrimos en error si atribuimos a la estrategia un poder independiente de los resultados tácticos". Karl von Clausewitz (p.184)

"De mil hombres notables, algunos por su juicio, otros por su intrepidez o fuerza de voluntad, quizás en niguno se combinen todas aquellas cualidades indispensables para elevar a un hombre por arriba de la mediocridad, en la carrera de un general". Karl von Clausewitz (p.201)

- RIES, Al y TROUT, Jack (1989): La guerra de la mercadotecnia. Bogotá, Editorial Presencia Ltda. ISBN: 0-07-052730-X

7.3.14

Workshop de ORATORIA & PERSUASIÓN

Workshop de ORATORIA & PERSUASIÓN
Sábados 29 de marzo y 5 de abril de 2014 de 9:30 a 15:30 hs.

Lugar: cava del bar CAFETO
Caseros 88, casi esq. Obispo Trejo, Córdoba.

Organiza y Dirige: Lic.Miguel Duarte

Cupo mínimo: 5 participantes.
Cupo máximo: 12 participantes.

Costo del workshop: $ 450- (cuatrocientos cincuenta pesos)


Info: mad.miguelduarte@gmail.com
www.md-miguelduarte.com

18.2.14

TÉCNICAS DE PERSUASIÓN

Chris St. Hilaire comparte distintas técnicas utilizadas por políticos, vendedores, periodistas, abogados.

"[...] El objetivo de la verdadera persuasión es crear un consenso cuando hay un conflicto o reina la indiferencia. Consiste en tomar una idea o un plan de acción y crear un propósito común. Esta habilidad es esencial para los negocios, por supuesto, pero es igual de valiosa en las relaciones personales"(HILAIRE, 2013: 12).


HILAIRE, Chris St. (2013): 27 Técnicas de Persuasión. Estrategias para convencer y ganar aliados. Buenos Aires, Conecta, 208 págs. ISBN: 978-987-1941-43-2.

En la obra, Hilaire propone, entre otras, las siguientes técnicas:

1. No pierda de vista el objetivos.
2. Evalúe los egos.
3. Calme o evite otros egos.
4. Para neutralizar la oposición, no se oponga.
5. Haga de su debilidad una ventaja.
6. Encuentre algo que le guste de los demás.
7. Aproveche los primeros cinco minutos para que los demás se sientan cómodos.
8. Esté presente.
9. Reconozca la realidad de los demás.
10. Consiga que sea una cuestión de elección, justicia o responsabilidad.
11. Hágalo sencillo.
12. Aprópiese del lenguaje.
13. Utilice un lenguaje emocional.
14. Asegúrese de que todos se implican.
15. Consiga apoyos independientes.
16. Exponga algunas cifras.
17. Dé armas a sus aliados.
18. Apunte a los indecisos.
19. Evite los absolutos y las hipótesis.
20. Aprenda a utilizar el silencio.
21. Sáquele partido al contacto físico.
22. No diga "no", diga "probemos esto".
23. Dé rápidamente las malas noticias y lentamente las buenas.
24. Desacredite las malas ideas poniendo en duda los detalles.
25. Haga de abogado del diablo.
26. No cambie, "adapte".
27. Sea su propio experto.

8.2.14

Mapa Interactivo de las Teorías del aprendizaje

El Mapa de Robert Millwood hace más accesibles las teorías del aprendizaje (en inglés). Millwood es profesor asistente en el Trinity College of Dublin; también trabaja en Educación Core, una organización no lucrativa que ayuda a las escuelas que utilizan la tecnología para obtener mejores resultados de aprendizaje.
Para ver el mapa, debes hacer click en el título de esta entrada, o bien, entrar al siguiente enlace:


Mapa Interactivo de las Teorías del aprendizaje 

17.12.13

¿Qué es la cuestión?

¿Qué es la cuestión?

Cuando mantenemos una conversación en grupo suele ocurrir que los temas de discusión no están claros o se desvían hacia otros temas, tanto que más de una vez deberíamos preguntar ¿de qué estamos hablando? ¿cuál es nuestro tema de discusión?

Es importante conocer con precisión el objeto de nuestro dialogo, en que posiciones estamos de acuerdo o en qué posiciones estamos en desacuerdo.

De tal modo que las controversias definen aquello que denominamos: una cuestión, que generalmente se enuncia en forma de pregunta.

Como sostiene Ricardo García Damborena, tenemos tres tipos de cuestiones de conocimiento ("sirven para explicar y juzgar los hechos"): 1) cuestión de hechos o conjetural; 2) cuestión nominal o de palabras y 3) cuestión evaluativa o de valoración.

1) Cuestión de hechos o conjetural: "en ella, faltos de evidencias, discutimos sobre conjeturas para saber si algo (un hecho o una intención) se da o pudiera darse". (García Damborena, 2000:9).

Según el Diccionario de la Real Academia Española:

Conjetura: Viene del latín coniectūra y significa "1. f. Juicio que se forma de las cosas o acaecimientos por indicios y observaciones. 2. f. Ecd. Lección no atestiguada en la tradición textual y que la edición crítica reconstruye de acuerdo con otros indicios."

Conjeturar: Del lat. coniecturāre es "1. tr. Formar juicio de algo por indicios y observaciones."

2) Cuestión nominal o de palabras: "en ella se debaten los nombres de las cosas, para conocer qué son, en qué consisten". (García Damborena, 2000:9)

Según el Diccionario de la Real Academia Española:

Nominal: "Del latín nominālis. 1. adj. Perteneciente o relativo al nombre. (...)"

3) Cuestión evaluativa o de valoración: "en ella se confrontan juicios de valor para establecer si las cosas debemos considerarlas buenas o malas, y en qué grado".  (García Damborena, 2000:10)

Fuente: GARCÍA DAMBORENA, Ricardo (2000): Uso de razón. El arte de Razonar, Persuadir, Refutar. Primera parte: Esta es la Cuestión.

7.11.13

Reflexiones acerca de 30 años de Democracia

Universidad Nacional de Córdoba - Escuela de Ciencias de la Información
"Mesa debate: Reflexiones acerca de 30 años de Democracia"
Aula ECI 10, miércoles 13 de noviembre de 2013. 18hs.

En el marco del Ciclo 30 años de democracia: una mirada histórica desde la Comunicación, la Oficina de Graduados y la Secretaría de Extensión nos invitaron a disertar en la Mesa de Debate: "Reflexiones acerca de 30 años de Democracia".


Panelistas: Lic. Miguel Duarte (Prof. Derecho Político UNC); Dr Marcelo Bernal (Prof.Derecho Constitucional), Rubén Carlos Bonino (Locutor Nacional, Periodista Dpto. San Justo),
Dr Torres Vizcarra (Fiscalía de Poder Judicial) y Prof. Mter. Claudia Dorado (ECI).

http://www.eci.unc.edu.ar/novedades/noticias/mesa-debate-reflexiones-acerca-de-30-anos-de-democracia

6.11.13

"8 Estrategias de Persuasión" Viernes 15 y 22 Nov y 6 Dic 2013



Costo del taller: $350. Info: (0351) 156 147828 / mad.miguelduarte@gmail.com
Taller de Oratoria "8 Estrategias de Persuasión"   
Organizado y Dirigido por Lic Miguel DUARTE *

Lugar:  En la Cava del bar Cafeto ubicado en Caseros N° 88 

frente a la Manzana Jesuítica de la Ciudad de Córdoba, Argentina.

Fechas de realización: 
Los Viernes 15 y 22 de Noviembre y 6 de Diciembre
Horario: 

De 17 a 20 horas

PRESENTACIÓN
En la vida cotidiana necesitamos comunicarnos con diferentes personas desde múltiples roles. Para ello la palabra cumple una función central, para hablar tanto como para escribir. Asimismo, la imagen, los gestos, los movimientos del cuerpo, adquieren cada día mayor importancia en la comunicación personal.

Consecuentemente, sostenemos como ideal que la imagen refleje el paradigma desde el cual concebimos la vida. Así, la palabra y la imagen, van constituyendo y son una representación de nuestra identidad.

A partir de distintas estrategias y tácticas de abordaje de la comunicación, trabajamos para garantizar mejoras en las habilidades oratorias de quienes nos consultan.

Motivamos e impulsamos las capacidades expositivas; de diálogo para la búsqueda de consensos; para atención al público; para disertaciones académicas; motivacionales en deportes; o conversaciones en equipos de trabajo empresariales, políticos o de organizaciones de la sociedad civil.

Trabajamos en todos los detalles con dedicación, conocimiento y experiencia profesional.

CONTENIDOS PROGRAMÁTICOS DEL TALLER

3 Ejes Temáticos generales:

I. COMUNICACIÓN VERBAL Y COMUNICACIÓN NO VERBAL. LA ORATORIA. EL VALOR DE LAS PALABRAS. LOS DISCURSOS.

II. PARTES DEL DISCURSO. 1. EL EXORDIO: TIPOS. 2. EL NUDO: LOS CONTENIDOS; CONOCIMIENTO DEL TEMA; IDEAS PRINCIPALES. 3. LA CONCLUSIÓN: TÁCTICAS.

III: ESCENARIOS: LA CALLE; LOS OMNIBUS; LAS PLAZAS; VISITAS A DOMICILIO; LA TV; LA RADIO; LOS VIDEOS. CONGRESOS Y PRSENTACIONES ACADÉMICAS.ENTREVISTAS. OTROS.




* Politólogo. Profesor Universitario, y Profesor de Enseñanza Media para adolescentes; y Adultos. Ha publicado libros sobre temas de ciencia política y ha dictado conferencias sobre temas de teoría política; comunicación política; y políticas públicas; en distintas Universidades.En la actualidad dedicado a estudiar e investigar sobre Oratoria, Argumentación y Liderazgo; Redes Sociales y Comunicación Política; Formación de la Clase Dirigente; y Políticas Públicas. Más información sobre el perfil profesional en:

www.md-miguelduarte.com

"8 Estrategias de Persuasión" Sábados 16 y 23 Nov 2013

Sábados de Oratoria "8 Estrategias de Persuasión"
Organizado y Dirigido por el Lic. Miguel Duarte *



Trabajar la oratoria es un arte. Sensibles en nuestros entrenamientos comenzamos a pintar en el taller de los sábados, y nuestra obra va tomando color como también todo lo que incoporamos como valor a nuestra forma de comunicarnos!



Costo del taller: $350.  Informes e Inscripción: (0351) 156 147828  /  mad.miguelduarte@gmail.com
 
Lugar de realización:  En la Cava del bar Cafeto ubicado en Caseros N° 88
frente a la Manzana Jesuítica de la Ciudad de Córdoba, Argentina


Fechas de realización: Los Sábados 16 y 23 de Noviembre
Horario:
De 9:30 a 15 horas


PRESENTACIÓN


En la vida cotidiana necesitamos comunicarnos con diferentes personas desde múltiples roles. Para ello la palabra cumple una función central, para hablar tanto como para escribir. Asimismo, la imagen, los gestos, los movimientos del cuerpo, adquieren cada día mayor importancia en la comunicación personal.
Consecuentemente, sostenemos como ideal que la imagen refleje el paradigma desde el cual concebimos la vida. Así, la palabra y la imagen, van constituyendo y son una representación de nuestra identidad.
A partir de distintas estrategias y tácticas de abordaje de la comunicación, trabajamos para garantizar mejoras en las habilidades oratorias de quienes nos consultan.

Motivamos e impulsamos las capacidades expositivas; de diálogo para la búsqueda de consensos; para atención al público; para disertaciones académicas; motivacionales en deportes; o conversaciones en equipos de trabajo empresariales, políticos o de organizaciones de la sociedad civil.

Trabajamos en todos los detalles con dedicación, conocimiento y experiencia profesional.
CONTENIDOS PROGRAMÁTICOS DEL TALLER
3 Ejes Temáticos generales:
I. COMUNICACIÓN VERBAL Y COMUNICACIÓN NO VERBAL. LA ORATORIA. EL VALOR DE LAS PALABRAS. LOS DISCURSOS.
II. PARTES DEL DISCURSO. 1. EL EXORDIO: TIPOS. 2. EL NUDO: LOS CONTENIDOS; CONOCIMIENTO DEL TEMA; IDEAS PRINCIPALES. 3. LA CONCLUSIÓN: TÁCTICAS.
III: ESCENARIOS: LA CALLE; LOS OMNIBUS; LAS PLAZAS; VISITAS A DOMICILIO; LA TV; LA RADIO; LOS VIDEOS. CONGRESOS Y PRSENTACIONES ACADÉMICAS.ENTREVISTAS. OTROS.

Temas Específicos. 8 ESTRATEGIAS DE PERSUASIÓN: 1. TENER CLAROS LOS OBJETIVOS. 2. UTILIZAR EL LENGUAJE EMOCIONAL. 3. MOTIVAR A LA ACCIÓN Y GENERAR ENTUSIASMO. 4. CAUTIVAR CON EL SILENCIO. 5. DESTACAR LA IMAGEN
6. REALIZAR EVALUACIONES Y DIÁGNOSTICOS. 7. RECONOCER LAS REDES DE PODER. 8. IMPULSAR VALORES HUMANOS


* Politólogo. Profesor Universitario, y Profesor de Enseñanza Media para adolescentes; y Adultos. Ha publicado libros sobre temas de ciencia política y ha dictado conferencias sobre temas de teoría política; comunicación política; y políticas públicas; en distintas Universidades.En la actualidad dedicado a estudiar e investigar sobre Oratoria, Argumentación y Liderazgo; Redes Sociales y Comunicación Política; Formación de la Clase Dirigente; y Políticas Públicas. Más información sobre el perfil profesional en:

29.10.13

"Oratoria y comunicación política en 30 años de democracia Argentina. Los discursos de Raúl Ricardo Alfonsín y Cristina Fernández de Kirchner"

Universidad de San Martín de Porres -Escuela de Postgrado
Ciudad Universitaria de Santa Anita. Lima, Perú.


Lic. Miguel Duarte y Dr. Moisés Tambini del Valle en 
Rectorado de la Universidad San Martín de Porrés de Lima, Perú.

Seminario sobre la realidad universitaria latinoamericana. Viernes 8 Nov 2013


Conferencia sobre: "Oratoria y comunicación política en 30 años de democracia Argentina. Los discursos de Raúl Ricardo Alfonsín y Cristina Fernández de Kirchner". Disertante: Lic. Miguel Angel Duarte.


Invitación del Dr. Moisés Tambini del Valle - Director de la Escuela de Postgrado de la 
Universidad de San Martín de Porres. Ciudad Universitaria de Santa Anita. Lima, Perú


Lic. Miguel Duarte y Dr. Moisés Tambini del Valle junto
al Presidente del Club Huancayo en Lima, Perú.

28.10.13

Tiempo de imperio de la ley y la soberanía popular

Tiempo de imperio de la ley y la soberanía popular.

A pesar de los avances, la mayor dificultad que enfrenta el país es que la democracia se vuelva un “mero procedimiento”, incapaz de resolver problemas de fondo e injusticias de carácter ético.

Por Miguel Duarte* 

Nuestra democracia cumple tres décadas. Es la primera vez en la historia institucional argentina que se viven tantos años continuos, sostenidos sobre dos pilares fundamentales del sistema jurídico-político: el imperio de la ley y la soberanía popular.

La fecha conduce a reflexiones y balances y, como bien sabemos, resulta difícil la objetividad; por caso, tenemos los múltiples festejos de las listas legislativas, con los resultados del 27 de octubre, a pesar de que ninguna fuerza política supera 27 % de adhesión.

Sin embargo, los primeros celebran como ganadores anunciando nuevos ciclos. Vayan entonces algunas notas para tener presentes.

Como fortalezas de estas tres décadas deben citarse: se ha juzgado y se juzga a los responsables de la violación sistemática de los derechos humanos en Argentina; el “fantasma” de los golpes de Estado cívico-militares desapareció; la estabilidad institucional es una realidad e incluso la crisis más expuesta -la de 2001/2002- tuvo una salida institucional democrática y, para muchos sectores sociales, la democracia participativa sigue siendo un sueño por cumplir.

Aun con contradicciones y enfrentamientos, hay tolerancia en el plano de las ideas y el pluralismo en la representación política y social.

Entre las oportunidades que propicia esta celebración figura imaginar una democracia duradera que permita planificar colectivamente el futuro.

También se puede rescatar la importancia de los partidos, ya que permite trabajar por constituirlos en herramientas modernas, con capacidad de representación política y social; y democratizarlos.

Además, con la democracia podemos proyectar sociedades más inclusivas e integradas.

Poderes invisibles
 
Pero hay debilidades: los poderes invisibles representan una mancha de aceite que ha ido cooptando instituciones y sectores dirigentes; las mafias, el narcotráfico y los corporativismos debilitan la democracia, pretendidamente madura. Además, las instituciones no tienen suficiente poder para combatir delitos como la trata de personas y la corrupción.

Paralelamente, el alejamiento de las mayorías ciudadanas de la política y los partidos genera la tendencia oligárquica actual en las fuerzas.

Así, se enseñorean el nepotismo, el amiguismo y el manejo de minorías que capturan los partidos y con ello logran el monopolio de presentación de candidatos a cargos electivos.

La mayor amenaza que enfrenta la Argentina es que la democracia se vuelva un mero procedimiento, incapaz de resolver problemas de fondo como la pobreza, el desempleo y todas las injusticias de carácter ético que se viven en sociedades desiguales.

Otro peligro es que en las listas de representantes públicos penetren cada vez más “enviados de negocios” y que como sociedad no estemos preparados para desarticularlos por vía del voto y la movilización, perdiendo de esa manera los sueños y las utopías.

Finalmente, reflexionando sobre los 30 años de democracia y festejando la vida en libertad, cabe citar al primer presidente constitucional surgido de las urnas luego de la dictadura, Raúl Alfonsín, quien decía que “si alguien distraído al costado de camino, cuando nos ve marchar, nos pregunta cómo juntos, por qué luchan, tenemos que contestarle con las palabras del preámbulo: que marchamos y luchamos ‘para constituir la unión nacional, afianzar la Justicia, consolidar la paz interior, proveer a la defensa común, promover el bienestar general y asegurar los beneficios de la libertad para nosotros, para nuestra posteridad y para todos los hombres del mundo que deseen habitar el suelo argentino”.

* Exclusivo para Comercio y Justicia
** Politólogo. Consultor en Oratoria y Comunicación. Profesor de Derecho Político en la Facultad de Derecho (UNC). Tesorero de la Asociación Argentina de Derecho Político.

22.10.13

"Internacionalización de la Amazonia" por Cristovam Buarque

"Internacionalización de la Amazonia" * por Cristovam Buarque **

No todos los días un brasileño le da una buena y educadísima bofetada a los estadounidenses. Durante un debate en una universidad de Estados Unidos, en julio 2007, le preguntaron al ex gobernador del Distrito Federal (y Ministro de Educación de Brasil), CRISTOVAM BUARQUE, qué pensaba sobre la internacionalización de la Amazonia? Un estadounidense en las Naciones Unidas introdujo su pregunta, diciendo que esperaba la respuesta de un humanista y no de un brasileño. Esta fue la respuesta del Sr. Cristovam Buarque:

Realmente, como brasileño, sólo hablaría en contra de la internacionalización de la Amazonia. Por más que nuestros gobiernos no cuiden debidamente ese patrimonio, él es nuestro.

Como humanista, sintiendo el riesgo de la degradación ambiental que sufre la Amazonia, puedo imaginar su internacionalización, como también de todo lo demás, que es de suma
importancia para la humanidad.

Si la Amazonia, desde una ética humanista, debe ser internacionalizada, internacionalicemos también las reservas de petróleo del mundo entero. El petróleo es tan importante para el bienestar de la humanidad como la Amazonia para nuestro futuro.

A pesar de eso, los dueños de las reservas creen tener el derecho de aumentar o disminuir la extracción de petróleo y subir o no su precio. De la misma forma, el capital financiero de los países ricos debería ser internacionalizado. Si la Amazonia es una reserva para todos los seres humanos, no se debería quemar solamente por la voluntad de un dueño o de un país. Quemar la Amazonia es tan grave como el desempleo provocado por las decisiones arbitrarias de los especuladores globales. No podemos permitir que las reservas financieras
sirvan para quemar países enteros en la voluptuosidad de la especulación.

También, antes que la Amazonia, me gustaría ver la internacionalización de los grandes museos del mundo. El Louvre no debe pertenecer sólo a Francia. Cada museo del mundo es el guardián de las piezas más bellas producidas por el genio humano. No se puede dejar que ese patrimonio cultural, como es el patrimonio natural amazónico, sea manipulado y destruido por el sólo placer de un propietario o de un país. No hace mucho tiempo, un millonario japonés decidió enterrar, junto con él, un cuadro de un gran maestro. Por el contrario, ese cuadro tendría que haber sido internacionalizado.

Durante este encuentro, las Naciones Unidas están realizando el Foro del Milenio, pero algunos presidentes de países tuvieron dificultades para participar, debido a situaciones desagradables surgidas en la frontera de los EE.UU. Por eso, creo que Nueva York, como sede de las Naciones Unidas, debe ser internacionalizada. Por lo menos Manhatan debería pertenecer a toda la humanidad. De la misma forma que París, Venecia, Roma, Londres, Río de Janeiro, Brasilia... cada ciudad, con su belleza específica, su historia del mundo, debería pertenecer al mundo entero.

Si EEUU quiere internacionalizar la Amazonia, para no correr el riesgo de dejarla en manos de los brasileños, internacionalicemos todos los arsenales nucleares. Basta pensar que ellos ya demostraron que son capaces de usar esas armas, provocando una destrucción miles de veces mayor que las lamentables quemas realizadas en los bosques de Brasil.

En sus discursos, los actuales candidatos a la presidencia de los Estados Unidos han defendido la idea de internacionalizar las reservas forestales del mundo a cambio de la deuda. Comencemos usando esa deuda para garantizar que cada niño del mundo tenga la posibilidad de comer y de ir a la escuela. Internacionalicemos a los niños, tratándolos a todos ellos sin importar el país donde nacieron, como patrimonio que merece los cuidados del mundo entero. Mucho más de lo que se merece la Amazonia. Cuando los dirigentes traten a los niños pobres del mundo como Patrimonio de la Humanidad, no permitirán que trabajen cuando deberían estudiar; que mueran cuando deberían vivir.

Como humanista, acepto defender la internacionalización del mundo; pero, mientras el mundo me trate como brasileño, lucharé para que la Amazonia, sea nuestra. ¡Solamente nuestra!".

* Este artículo fue publicado en el NEW YORK TIMES, WASHINGTON POST, USA TODAY y en los mayores diarios de EUROPA y JAPÓN. En BRASIL y el resto de Latinoamérica, este artículo no fue publicado.

** Corrección de Diego Santiago Diez Hola profe, quería aportar algo con todo respeto, quién dió éste "discurso" no es Chico Buarque (que es un cantante Brasilero) sino Cristovam Buarque (que sí fue Ministro de Lula). Le paso unos vídeos:


http://youtu.be/awniNjJ0eC0
http://youtu.be/krEMw8E5ZAg